E o tempo perguntou ao tempo... quanto tempo o tempo tem?
Tenho muito mais passado do que futuro.”

Há poucos dias recebi um email que falava acerca de um concurso de frases sobre o planeta, achei interessantíssimo, pois a frase vencedora fazia na verdade um sério questionamento.
“Muitos perguntam que planeta iremos deixar para nossos filhos? mas ninguém se lembra de perguntar: que filhos deixaremos para o planeta?”
Esta é a questão, aonde esta toda a raiz do problema que o mundo vem vivenciando aterrorizado ultimamente, não passa um dia sequer que não ouvimos uma notícia de alguma catástrofe ambiental. São enchentes, terremotos, tsunamis etc.
Pois bem, se hoje assistimos a estes eventos é certamente por pura falta de cuidado com a natureza e com a vida que ela nos proporciona, e não creio que tudo isso aconteça porque a população global simplesmente aumentou, e sim por esta ter crescido de forma desordenada e gananciosa.
Acreditava-se que seriam eternas as fontes vitais de vida, tais como a água e a terra fértil, e hoje sabemos que rapidamente estas fontes estão se esgotando, por pura falta de uma educação apropriada sobre como lidar com a biodiversidade.
Não basta apenas ficar assistindo a tudo de braços cruzados e culpando os governantes, é necessário começar um trabalho de base acerca do problema, exatamente aí que entra a parte que nos cabe, seres viventes do planeta terra.
A obrigação de educar nossas crianças para o futuro do planeta depende primeiramente de nós mesmos, pais e depois os educadores e os governos.
Nossos filhos precisam saber das pequenas coisas do dia a dia, não adianta falar com elas sobre o aquecimento global, se permitimos que jogasse na rua um papel de bala, eles precisam entender que aquele papelzinho de nada, vai se juntar a tantos outros e entupir os bueiros, poluir os rios e consequentemente destruir moradias durante as chuvas, inclusive a sua.
É importante que eles saibam que, as garrafinhas de plástico são atiradas nos córregos, levam 200 anos para se decompor.
Ensiná-los a ter como meta reciclar tudo que for possível para que futuramente eles possam ensinar seus filhos e netos, a importância de se cuidar com carinho do nosso planeta, para que eles possam respirar um ar despoluído e nadar nos rios sem medo de se cortar em um caco de vidro, ou de contrair alguma doença grave.
Temos sim esta grande responsabilidade, para então poder responder sem hesitação “que filhos estamos deixando para o planeta”.
Cristiane Campos. Outubro de 2009.
Caro Sr Lula presidente do Brasil,
Bem, resolvi escreve esta carta fechada mesmo, porque to sempre lendo num jornal aqui, uma revista ali, umas carta aberta que escrevem pro senhor, e tenho certeza que o senhor nunca leu nenhuma, então decidi manda a minha do jeito antigo, escrita eu mesmo, endereçada e colocada no correio, quem sabe assim alguem le.
Depois de pensa muito resolvi escreve pra esclarece umas coisa que não entendo muito bem.
Sou um homem simples, da terra, mais sei le e escreve, e não me entra na cachola que lá no tal oriente de onde vem o petróleo, tem um barbudo da peste que um dia resolveu soltar aviãozinho em cima dos americano, e daí o povo resolve faze guerra, e gasta dinheiro daqui, empresta pros banco dali, inté que acaba o dinhero deles, e por conta disso eu que não tenho nada com o pexe, hoje to sem condição de paga as conta.
Sabe aquela marolinha que o senhor disse que ia chega no Brasil sem maior consequencia?
Pois é, não sei aí em Brasília, mas aqui no interior aonde eu vivo, a tal marolinha já afogo um bocado de gente.
Sabe quando no final do ano o senhor disse pra gente gasta bastante que tava tudo certo, pra gente consumi?
Pois é, gastamo tudo e agora tem dois meis que não posso mais paga as minhas conta, eu acreditei de verdade que a tal marolinha só ia moia os pés, mas to com água até o pescoço.
Lá na quitanda do seu Pedro onde eu vendia meu produto, antes tinha dois menino atendendo, agora só tem a patroa dele com o imbigo no barcão, teve que manda embora os menino, fiquei com pena, mas não pudia ajuda. Lá no meu sítio eu também tive que manda embora os empregado, e os meus fius este ano num vão pra escola, preciso de gente pra ajuda no prantio, porque não querem mais me vende aquele trator que eu tanto tava precisado.
E é por causa do trator que acabei escrevendo a carta, seu Lula, sei que me entende porque a gente fala a mesma lingua, então fala lá pro pessoal do banco, que eu continuo sendo gente honesta e direita, e que por causa dos americano, eu num pude ainda paga os financiamento da lavora, mas que eu não virei calotero como andam falando por ai.
Se esta carta chega até o senhor aberta, é porque tem gente que xereta por ai, porque eu escrevi ela e colei o envelope.
Obrigado seu Lula por me ouvi, e me ajuda.
Com respeito,
Claudionor da Silva
Ps. Continuo precisando do trator.