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quinta-feira, 22 de outubro de 2009

O FUTURO DO PLANETA


O FUTURO DO PLANETA.

Há poucos dias recebi um email que falava acerca de um concurso de frases sobre o planeta, achei interessantíssimo, pois a frase vencedora fazia na verdade um sério questionamento.

“Muitos perguntam que planeta iremos deixar para nossos filhos? mas ninguém se lembra de perguntar: que filhos deixaremos para o planeta?”

Esta é a questão, aonde esta toda a raiz do problema que o mundo vem vivenciando aterrorizado ultimamente, não passa um dia sequer que não ouvimos uma notícia de alguma catástrofe ambiental. São enchentes, terremotos, tsunamis etc.

Pois bem, se hoje assistimos a estes eventos é certamente por pura falta de cuidado com a natureza e com a vida que ela nos proporciona, e não creio que tudo isso aconteça porque a população global simplesmente aumentou, e sim por esta ter crescido de forma desordenada e gananciosa.

Acreditava-se que seriam eternas as fontes vitais de vida, tais como a água e a terra fértil, e hoje sabemos que rapidamente estas fontes estão se esgotando, por pura falta de uma educação apropriada sobre como lidar com a biodiversidade.

Não basta apenas ficar assistindo a tudo de braços cruzados e culpando os governantes, é necessário começar um trabalho de base acerca do problema, exatamente aí que entra a parte que nos cabe, seres viventes do planeta terra.

A obrigação de educar nossas crianças para o futuro do planeta depende primeiramente de nós mesmos, pais e depois os educadores e os governos.

Nossos filhos precisam saber das pequenas coisas do dia a dia, não adianta falar com elas sobre o aquecimento global, se permitimos que jogasse na rua um papel de bala, eles precisam entender que aquele papelzinho de nada, vai se juntar a tantos outros e entupir os bueiros, poluir os rios e consequentemente destruir moradias durante as chuvas, inclusive a sua.

É importante que eles saibam que, as garrafinhas de plástico são atiradas nos córregos, levam 200 anos para se decompor.

Ensiná-los a ter como meta reciclar tudo que for possível para que futuramente eles possam ensinar seus filhos e netos, a importância de se cuidar com carinho do nosso planeta, para que eles possam respirar um ar despoluído e nadar nos rios sem medo de se cortar em um caco de vidro, ou de contrair alguma doença grave.

Temos sim esta grande responsabilidade, para então poder responder sem hesitação “que filhos estamos deixando para o planeta”.

Cristiane Campos. Outubro de 2009.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

CARTA FECHADA AO PRESIDENTE

Caro Sr Lula presidente do Brasil,

Bem, resolvi escreve esta carta fechada mesmo, porque to sempre lendo num jornal aqui, uma revista ali, umas carta aberta que escrevem pro senhor, e tenho certeza que o senhor nunca leu nenhuma, então decidi manda a minha do jeito antigo, escrita eu mesmo, endereçada e colocada no correio, quem sabe assim alguem le.

Depois de pensa muito resolvi escreve pra esclarece umas coisa que não entendo muito bem.

Sou um homem simples, da terra, mais sei le e escreve, e não me entra na cachola que lá no tal oriente de onde vem o petróleo, tem um barbudo da peste que um dia resolveu soltar aviãozinho em cima dos americano, e daí o povo resolve faze guerra, e gasta dinheiro daqui, empresta pros banco dali, inté que acaba o dinhero deles, e por conta disso eu que não tenho nada com o pexe, hoje to sem condição de paga as conta.

Sabe aquela marolinha que o senhor disse que ia chega no Brasil sem maior consequencia?

Pois é, não sei aí em Brasília, mas aqui no interior aonde eu vivo, a tal marolinha já afogo um bocado de gente.

Sabe quando no final do ano o senhor disse pra gente gasta bastante que tava tudo certo, pra gente consumi?

Pois é, gastamo tudo e agora tem dois meis que não posso mais paga as minhas conta, eu acreditei de verdade que a tal marolinha só ia moia os pés, mas to com água até o pescoço.

Lá na quitanda do seu Pedro onde eu vendia meu produto, antes tinha dois menino atendendo, agora só tem a patroa dele com o imbigo no barcão, teve que manda embora os menino, fiquei com pena, mas não pudia ajuda. Lá no meu sítio eu também tive que manda embora os empregado, e os meus fius este ano num vão pra escola, preciso de gente pra ajuda no prantio, porque não querem mais me vende aquele trator que eu tanto tava precisado.

E é por causa do trator que acabei escrevendo a carta, seu Lula, sei que me entende porque a gente fala a mesma lingua, então fala lá pro pessoal do banco, que eu continuo sendo gente honesta e direita, e que por causa dos americano, eu num pude ainda paga os financiamento da lavora, mas que eu não virei calotero como andam falando por ai.

Se esta carta chega até o senhor aberta, é porque tem gente que xereta por ai, porque eu escrevi ela e colei o envelope.

Obrigado seu Lula por me ouvi, e me ajuda.

Com respeito,

Claudionor da Silva

Ps. Continuo precisando do trator.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

FALANDO COM DEUS

“Se eu quiser falar com Deus
Tenho que ficar a sós
Tenho que apagar a luz
Tenho que calar a voz...

A música tem um significado muito importante em minha vida, não somente como artista, mas como ser humano, porque sempre diz exatamente coisas que sinto e não consigo expressar.
Esta canção em especial, de Pedro Mariano, falou bem alto comigo nos primeiros dias deste ano novo.
Estive tão ausente de tudo e de todos, e não conseguia entender o motivo, aos poucos compreendi que eu andava precisando falar com Deus.

Quantos destes momentos dolorosos e quase insolúveis encontramos no decorrer de nossas vidas, muitos eu sei, e por vezes esgotamos nossas possibilidades e acabamos por nos entregar a uma daquelas fases depressivas que parecem nunca findar, e a resposta esta tão próxima, tão dentro de nós mesmos, que nem a percebemos.

É preciso sim, falar com Deus, colocar os joelhos no chão, e buscar de volta a esperança.

... Se eu quiser falar com deus
Tenho que aceitar a dor
Tenho que comer o pão
Que o diabo amassou...”

Todos travam batalhas difíceis ao longo da existência, algumas vencemos, outras não.
Acostumei-me vencer-las desde muito cedo, e quando me deparei com alguma coisa mais forte do que eu fraquejei, e a realidade fez-me sentir pequena diante da adversidade.

Meu filho se perdeu dos caminhos que ensinei, tropeçando na maldição das drogas, sofrimento e dor foram o resultado, angústia, impotência e desespero foram algumas das coisas que tive que aprender a conviver por longo tempo, sempre acreditando que seria apenas mais uma batalha a ser travada.
Mas esta por bem pouco não nos vence, e compreender que o inimigo que se oculta é o mais feroz, é um sábio aprendizado.

Compreender minhas limitações foi sem dúvida a primeira grande lição.
Erguer os olhos para os céus e acreditar no impossível, foi a segunda.

Se eu quiser falar com Deus, sei que posso, pois ele habita dentro de mim, em forma de energia, e para recuperar minhas forças, basta olhar-me, e aceitar o fato de que as respostas já me foram dadas, basta apenas que eu as compreenda.

Nem tudo me é possível fazer, mas o pouco que me é permitido farei com amor, esta é a única arma que vence o invencível.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

LIÇÕES DE UMA TRAGÉDIA

Temos visto nos últimos tempos, tragédias inomináveis pelo mundo, tufões, terremotos, enchentes, calamidades onde a natureza tem mostrado sua ira pelo pouco cuidado que a humanidade tem tido por ela, assistimos atônitos a tamanha devastação e um sentido de impotência nos oprime.
Porém quando estes fatos acontecem em nosso país, como esta acontecendo agora em Santa Catarina, estamos praticamente dentro do desastre, e neste momento é que descobrimos e nos comovemos com a solidariedade que existe dentro de uma nação, aonde somos todo um só povo.
É triste ter que encarar tamanha calamidade, ver nossos irmãos completamente desprovidos de qualquer bem material, sem nenhum teto para se abrigar, sem nenhum alimento, ou agasalho para se proteger do frio e da chuva que insiste em castigar.
Ao mesmo tempo, ficamos comovidos em assistir toda esta nação se mobilizar para acudir aquela gente desolada.
A única coisa que me entristece em tudo isso, é que somente nas tragédias vemos as pessoas se solidarizando, sendo que temos tragédias diárias em nosso país, e uma imensa necessidade de mais ajuda aos tantos desabrigados que vivem ao nosso redor, em praças públicas ou em baixo de marquises de edifícios.
Certo seria que não precisássemos ter uma catástrofe para socorrer o nosso próximo, se separássemos sempre um pouco do que nos sobra para auxiliar um necessitado.
Porém, mesmo sendo desta maneira triste, é muito lindo presenciar o modo como cada um de nós, tenta colaborar.
É certo que as maiores lições, aprendemos na adversidade, assim, espero que dentro do coração de cada brasileiro que esta noite dormirá sob uma cama seca e quente, fique algum ensinamento, para que não nos esqueçamos dos menos favorecidos, também nos dias em que o sol brilha forte.

sábado, 1 de novembro de 2008

A LEBRE E A TARTARUGA


Algumas coisas em nossas vidas acontecem de forma inesperada e rápida, outras com uma lentidão angustiante.
Rapidamente vi os anos de minha juventude passando, mas levou uma eternidade para eu aceitar que eles haviam-se ido.
Demorou um tempo enorme para meus filhos crescerem e amadurecerem, em compensação os netos chegaram tão rapidamente quanto a partida dos meus dias de menina.

Quando eu tinha 15 anos, cada dia se arrastava como se houvesse correntes presas a meus pés, e ainda ontem percebi que mais um ano se passou, e mal tive tempo de olhar o calendário.
Meu aniversário que outrora esperava com tanta ansiedade, e levava séculos para chegar, hoje chega de repente por mais que eu tente nele não pensar.

Ainda outro dia descobri que a tecnologia é uma coisa fabulosa, e antes que me desse conta de como lidar com ela, meu computador já era obsoleto.
Passavam meses antes de termos conhecimento do que acontecia do outro lado do mundo, hoje sei o que a rainha da Inglaterra tomou no seu café da manhã.
Meditando sobre a velocidade com que passamos por esta vida, fez-me lembrar de uma estória que na infância eu sempre lia nas Fábulas de Esopo, a lebre e a tartaruga.
Levei mais de quarenta anos para entender o velho ditado “devagar se vai ao longe”, e hoje em dia, quando vejo a pressa que as pessoas têm em vencer a qualquer preço, penso que elas não tiveram tempo sequer de saborear um livro de fábulas.
O tempo era para mim um aliado, passei grande parte dele fazendo projetos e construindo castelos na areia. Hoje o vejo passar por mim em uma velocidade estonteante, e percebo que continuo alisando as paredes do castelo, com a diferença que hoje as pequenas mãos de meus netos me ajudam a edificá-lo, dando-me sugestões de como torná-lo mais forte e seguro, em uma sabedoria simplória que só uma criança pode ter.
Insisto em contar-lhes sobre a presunção da lebre veloz e a sensatez e calma da pequena tartaruga, para compreenderem que, terão na vida muitas corridas, e o importante é seguir em frente, ainda que outros ultrapassem, não tem importância, continuem em seu ritmo, rápida ou mais vagarosamente, e importante não é chegar antes, mas chegar bem ao seu destino.
Tempo... O tempo se esvai como a areia na ampulheta, e nada há que possamos fazer para retardá-lo, que assim seja então, um “viva” ao tempo que passou, deixando no ar um sabor suave de recordação... Um “viva” ao tempo que virá, pois este saberei saborear minuto a minuto.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

EU E A CRISE

É impressionante como a mídia explora as notícias negativas que acontecem em outras partes do mundo, ao contrário do que se esperava, globalizaram as desgraças.
Crises financeiras existem desde que o homem inventou o comércio.
Em toda a história civilizada sempre se produziu a subsistência e posteriormente um excedente, com a finalidade de trocar ou vender, e depois disso nunca mais tivemos sossego.
Com a evolução veio a especulação, a sede de poder e de riquezas materiais, que em resumo tornou a humanidade cada dia mais afastado de sua ordem primitiva que era viver em sociedade.
Os povos foram divididos em grupos e catalogados, ricos, pobres, emergentes etc.
Uns com maior poder que outros, acabaram monopolizando todo o sistema mundial financeiro, e agora eu sou obrigada a ouvir pelo menos dez vezes ao dia, notícias destes poderosos e as asnices por eles cometidas.
É de saturar qualquer cristão, sem falar na ansiedade que acabamos por sentir, neste sobe e desce de números e cotações. Eu que não faço a menor idéia de como funciona o sistema financeiro no mundo, a única bolsa de valores que conheço, é a minha, que nem de couro é, e que dificilmente consegue manter “valores” dentro dela.
Em outros tempos não estaríamos tão apreensivos, pois certamente nem saberíamos dos detalhes destes problemas todos, e que ao final das contas, de nada adianta tamanho conhecimento da crise americana, visto que eu nada poderei fazer para mudar o rumo das coisas, a não ser esperar como qualquer espectador.
Se eu puder fazer alguma coisa, preciso saber o meu lugar nesta pirâmide, ou seja, lá em baixo, assim estou mesmo preocupada é com quem vão eleger em minha cidade para prefeito, por exemplo, se todos tivessem este pensamento, quem sabe não existiriam maus governantes quebrando países ricos como os Estados Unidos.
E já me cansei de ouvir falar em crise, desde que me conheço por gente eu escuto esta palavra como se fosse uma sentença.
Estou certa de que o mundo não vai parar por causa da dor de barriga dos americanos, e tão pouco se resolverá os problemas reais da humanidade, no máximo alguns ricos ficarão menos ricos, e alguns pobres mais pobres, mas nada que ameace a existência humana.
Meu maior receio não é a falta de dinheiro, e sim a falta de humanidade que se disseminou nestes tempos de modernidade, ainda não se viu nenhum chefe de estado contabilizar as perdas humanas pela falta de comida e de solidariedade, mas a preocupação com os grandes bancos e as grandes empresas, é mesmo prioritária.
Assim sendo, fico aqui quieta com meus pincéis e tintas, a reinventar os sonhos, e admito que a única crise que realmente me afetou, foi quando fiz 40 anos rsrs, mas até esta já superei.
“Oriunda do latim, o termo crise equivale à palavra vento. Indica, assim, um estágio de alternância, no qual uma vez transcorrido diferencia-se do que costumava ser. Não existe possibilidade de retorno aos antigos padrões.”
Entendo com isso, que as crises são boas, que elas podem ensinar que é necessário mudar as regras de um jogo apodrecido pela ganância.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

O CIRCO


Fazia muito tempo que eu não ouvia mais falar de circo, a não serem os novos, grandes e famosos como o cirque du soleil ou o circo nacional da China.
Mas eu estou falando daquele circo mambembe, com lona listrada e colorida, que vinha em minha cidade até com certa freqüência quando era menina.
Aquele que desfilava pelas ruas, com jaulas de leões e os elefantes andando lentos e enfileirados, segurando um no rabo do outro.
Os palhaços vinham à frente do cortejo colorido, dando saltos e jogando bolinhas para o alto, o mágico com sua cartola, e as moças bonitas em suas roupas justas e cheias de brilhos que jogavam bastões de uma mão para outra.
Eu assistia a tudo estarrecida segurando à barra da saia de minha avó que morava bem próximo a avenida principal aonde o desfile acontecia. Era uma magia indescritível, que me fazia sonhar todas as noites até o grande dia que seria levada para dentro daquele mundo maravilhoso.
Esta semana meu netinho de dois anos e meio que mora em uma pequena cidade de interior, passou uns dias comigo, e quando chegou veio correndo contar-me que ele tinha ido ao circo, e o palhaço soltava pum colorido, dei muita risada da alegria dele e do modo como guardou aquelas imagens em sua memória.
Rapidamente me vi ali sentada naquele cercadinho de ferro que chamavam de camarote, com meus filhos ainda pequenos, comendo pipocas e com os olhos vidrados no picadeiro.
As lembranças me remeteram ainda mais longe, sentada agora na arquibancada de madeira e com um pacote de amendoim torrado nas mãos, vi passar diante de meus olhos um filme de minha infância, a alegria que existia naquele picadeiro de lona suja, os malabaristas com roupas puídas, a rede remendada que era estendida para a segurança dos trapezistas.
O cheiro do algodão doce pairava no ar, somente no circo ele tinha aquele sabor especial, ficávamos lambuzados de açúcar e felicidade, vendo com olhar atento o mágico a tirar coelhinhos e lenços coloridos de sua cartola.
O palhaço com perna de pau me impressionava demais, tive por muitas vezes meus joelhos esfolados na tentativa de imitá-lo.
O auge do espetáculo era certamente o globo da morte, com as motocicletas barulhentas e aqueles homens destemidos a fazer acrobacias dentro dele, era mesmo inesquecível.
Hoje não existem mais animais nos circos que sobreviveram.
Não há mais macaquinhos que andavam de bicicleta, e leões saltando de um lado para o outro passando por dentro de uma grande roda de fogo, aquilo era mesmo assustador, mas na verdade desde muito pequena ficava revoltada em ver os bichos presos em gaiolas que mal caberia uma ave.
Vendo o brilho nos olhinhos de meu neto, e percebendo como ainda eram vivas aquelas imagens em minha memória, conclui que o circo é uma experiência sem precedentes para uma criança, ele não tem época e nem idade.
Somente me entristece saber que aos poucos eles vão desaparecendo e dando lugar a espetáculos mais tecnológicos e grandiosos, uma pena porque mesmo com todos os maravilhosos efeitos especiais que vemos hoje nestes shows, jamais nos esqueceremos das caras pintadas com nariz vermelho que nos contagiavam com suas alegrias e brincadeiras.
Até hoje eles vivem em minhas lembranças, os mesmos palhaços que hoje pintam seus rostos para esconder as lagrimas que teimam em sair de seus olhos entristecidos pelo esquecimento.